{"id":5984,"date":"2026-04-10T10:36:41","date_gmt":"2026-04-10T09:36:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fc.up.pt\/dfa\/?p=5984"},"modified":"2026-04-10T10:37:36","modified_gmt":"2026-04-10T09:37:36","slug":"fcup-ajudou-a-construir-o-primeiro-telescopio-solar-para-descobrir-novos-mundos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fc.up.pt\/dfa\/noticias\/inv\/2026\/04\/10\/fcup-ajudou-a-construir-o-primeiro-telescopio-solar-para-descobrir-novos-mundos\/","title":{"rendered":"FCUP ajudou a construir o primeiro telesc\u00f3pio solar para descobrir &#8220;novos mundos&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante v\u00e1rias semanas, docentes e investigadores da FCUP e do IA estiveram no Chile a trabalhar na instala\u00e7\u00e3o do PoET, que vai apoiar a busca de exoplanetas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipa do&nbsp;<strong>Instituto de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancias do Espa\u00e7o (IA)<\/strong>, liderada por&nbsp;<strong>Nuno Cardoso Santos<\/strong>, docente da&nbsp;<strong>Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade do Porto<\/strong>&nbsp;(FCUP),&nbsp;concluiu com sucesso a&nbsp;<strong>instala\u00e7\u00e3o do primeiro telesc\u00f3pio solar no Observat\u00f3rio do Paranal.<\/strong>&nbsp;Projetado para apoiar a busca por exoplanetas, o telesc\u00f3pio PoET vai estudar o Sol com uma precis\u00e3o in\u00e9dita, ajudando a compreender como \u00e9 que a atividade estelar influencia a dete\u00e7\u00e3o de mundos para l\u00e1 do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de v\u00e1rias semanas de trabalho no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/\">Observat\u00f3rio do Paranal<\/a>&nbsp;(<a href=\"http:\/\/www.eso.org\/\">ESO<\/a>), no Chile, esta equipa&nbsp;fez as primeiras observa\u00e7\u00f5es do Sol com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/poet.iastro.pt\/\">PoET<\/a>&nbsp;(Paranal solar ESPRESSO Telescope, ou Telesc\u00f3pio Solar do Espresso no Paranal), no passado dia 1 de abril. Este&nbsp;<strong>telesc\u00f3pio solar&nbsp;<\/strong><strong><em>made in<\/em><\/strong><strong>&nbsp;Portugal<\/strong>, instalado no meio do Very Large Telescope (<a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\">VLT<\/a>), obteve assim a sua \u201cprimeira luz\u201d&nbsp;e vai agora operar em conjunto com o instrumento&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/espresso\/\">ESPRESSO<\/a>&nbsp;\u2014 um dos espectr\u00f3grafos mais precisos do mundo \u2014 para estudar o Sol em detalhe e melhorar as t\u00e9cnicas de dete\u00e7\u00e3o de exoplanetas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO PoET concluiu com sucesso as suas observa\u00e7\u00f5es de teste, um processo conhecido como \u2018first light\u2019, no in\u00edcio de abril, no Observat\u00f3rio do Paranal (ESO), situado no Deserto do Atacama, no Chile. As primeiras observa\u00e7\u00f5es mostram que o sistema est\u00e1 a funcionar dentro das especifica\u00e7\u00f5es. Durante as pr\u00f3ximas semanas, a equipa estar\u00e1 a testar e a otimizar o sistema antes do in\u00edcio da campanha cient\u00edfica\u201d,&nbsp;comenta&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/www.iastro.pt\/ia\/newStaffDetails.html?ID=5\">Nuno Cardoso Santos<\/a><\/strong><strong>,<\/strong>&nbsp;Investigador Principal do PoET e professor no Departamento de F\u00edsica e Astronomia da FCUP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o hardware, como o software do PoET foram inteiramente desenvolvidos pelo IA, numa estreita colabora\u00e7\u00e3o entre as equipas da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa (Ci\u00eancias ULisboa) e do Centro de Astrof\u00edsica da Universidade do Porto (CAUP)\/FCUP.<\/p>\n\n\n\n<p>Nuno Cardoso Santos, que \u00e9 tamb\u00e9m l\u00edder da Equipa de Sistemas Planet\u00e1rios do IA, clarifica que: \u201cum dos maiores desafios na procura de outras Terras \u00e9 o \u2018ru\u00eddo\u2019 astrof\u00edsico gerado pelas pr\u00f3prias estrelas hospedeiras. As observa\u00e7\u00f5es do PoET poder\u00e3o ser fundamentais para revelar e caracterizar exoplanetas que, neste momento, podem estar escondidos nesse ru\u00eddo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1.jpg 1500w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1-1440x960.jpg 1440w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/telescopio-solar-poet-1-1140x761.jpg 1140w\"><\/p>\n\n\n\n<p>Detalhe do Telesc\u00f3pio Solar PoET a apontar para o Sol. Foto: IA<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O Sol como laborat\u00f3rio<\/h3>\n\n\n\n<p>A maioria dos exoplanetas \u00e9 descoberta analisando varia\u00e7\u00f5es subtis na luz das estrelas que orbitam. No entanto, tal como as manchas solares afetam a luz do Sol, a atividade \u00e0 superf\u00edcie de outras estrelas distorce os seus espectros de uma forma que \u00e9 registada como \u201cru\u00eddo\u201d pelos instrumentos atuais de dete\u00e7\u00e3o de exoplanetas. Desta forma, fen\u00f3menos como manchas e atividade magn\u00e9tica podem imitar ou mascarar sinais planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Remover este \u201cru\u00eddo\u201d dos espectros de estrelas distantes \u00e9 um desafio, porque ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente compreendido como \u00e9 que a atividade estelar altera a luz que observamos. Para distinguir estes efeitos, \u00e9 essencial compreender de forma rigorosa como \u00e9 que a atividade estelar altera os espectros observados e, para isso, n\u00e3o h\u00e1 melhor laborat\u00f3rio do que o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>O PoET foi desenhado de raiz para essa miss\u00e3o. O telesc\u00f3pio principal de 60 cent\u00edmetros de di\u00e2metro observa regi\u00f5es espec\u00edficas do Sol, como manchas solares individuais, enquanto um segundo telesc\u00f3pio mais pequeno recolhe em simult\u00e2neo a luz de todo o disco solar. Depois de recolhidos, os dados das observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o encaminhados atrav\u00e9s de um cabo de fibra \u00f3tica de quase 75 metros, para an\u00e1lise no espectr\u00f3grafo de alta resolu\u00e7\u00e3o ESPRESSO.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos conseguir analisar \u00e1reas muito espec\u00edficas do Sol, com uma resolu\u00e7\u00e3o muito elevada, de uma forma nunca antes realizada\u201d, afirma o co-Investigador Principal do PoET Alexandre Cabral. Ao comparar o espectro do disco solar com o de estruturas espec\u00edficas na sua superf\u00edcie, \u00e9 poss\u00edvel identificar exatamente de que forma a atividade estelar altera o espectro. Esse conhecimento \u00e9 depois aplicado ao estudo de estrelas distantes que possam albergar exoplanetas. \u201c Vamos usar o Sol quase como uma cobaia para tentar perceber outras estrelas\u201d, sublinha Alexandre Cabral, professor da Ci\u00eancias ULisboa e respons\u00e1vel pela equipa de Instrumenta\u00e7\u00e3o e Sistemas para Astronomia do IA.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile.jpg 1500w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile-1440x960.jpg 1440w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/poet-noticia-chile-1140x761.jpg 1140w\"><\/p>\n\n\n\n<p>Equipa do IA analisa os primeiros dados obtidos pelo PoET. Foto: IA<\/p>\n\n\n\n<p>Para que estas observa\u00e7\u00f5es solares fossem diretamente compar\u00e1veis com as de outras estrelas, a equipa precisava de um instrumento extremamente preciso: \u201cO ESPRESSO \u00e9 o melhor instrumento na sua \u00e1rea, por isso a escolha foi \u00f3bvia\u201d, comenta Nuno Cardoso Santos. Instalado no VLT, durante a noite este espectr\u00f3grafo deteta varia\u00e7\u00f5es min\u00fasculas no movimento das estrelas, que podem ser usadas para encontrar ou caracterizar planetas em \u00f3rbita. Agora passa tamb\u00e9m a ser utilizado durante o dia, com o PoET, para analisar espectros solares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo alternar o ESPRESSO entre o VLT durante a noite e o PoET durante o dia, maximizamos a utiliza\u00e7\u00e3o deste instrumento para nos ajudar a encontrar e caracterizar exoplanetas\u201d, comenta Alain Smette, Astr\u00f3nomo de Opera\u00e7\u00f5es do VLT e contacto do ESO para o projeto. \u201cGra\u00e7as \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o excecional do Observat\u00f3rio do Paranal, espera-se que o n\u00famero de dias com condi\u00e7\u00f5es adequadas para observa\u00e7\u00f5es solares seja muito semelhante ao das observa\u00e7\u00f5es noturnas.\u201d Apesar de ficar fisicamente no Observat\u00f3rio do Paranal, o PoET vai ser operado remotamente a partir do polo da Universidade do Porto (UPorto) do IA, no CAUP. Os dados solares recolhidos e analisados pelo ESPRESSO ser\u00e3o disponibilizados \u00e0 comunidade cient\u00edfica atrav\u00e9s do Arquivo de Ci\u00eancia do ESO.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4.jpg 1500w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4-1440x960.jpg 1440w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/4-1140x761.jpg 1140w\"><\/p>\n\n\n\n<p>Primeiros espectros obtidos com o PoET a apontar para o Sol, vistos da partir da sala de controlo do VLT. Ambos os ecr\u00e3s mostram o mesmo espectro, mas com diferentes amplia\u00e7\u00f5es. (Cr\u00e9dito: Instituto de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancias do Espa\u00e7o\/ESO)<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;<strong>Jarle Brinchmann<\/strong>, docente da FCUP e diretor de ci\u00eancia do ESO: \u201cA implanta\u00e7\u00e3o bem-sucedida do PoET \u00e9 motivo de grande satisfa\u00e7\u00e3o. Este projeto demonstra a excelente qualidade da comunidade astron\u00f3mica portuguesa e a forma como esta pode tirar partido da excel\u00eancia de n\u00edvel mundial da ESO. Ter\u00e1 um grande valor cient\u00edfico e estou ansioso por ver os resultados que ir\u00e3o advir destas observa\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sobre o PoET<\/h3>\n\n\n\n<p>O projeto do PoET foi inteiramente concebido e desenvolvido em Portugal pelo IA, e materializou-se gra\u00e7as ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/noticias.up.pt\/2022\/04\/26\/investigador-da-u-porto-premiado-com-bolsa-erc-de-25-milhoes-de-euros\/\"><strong>Projeto FIERCE<\/strong>, financiado pelo&nbsp;<strong>Conselho Europeu de Investiga\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;(ERC)<\/a>, com os fundos a serem administrados conjuntamente pelo CAUP, pela FCUP e pela Associa\u00e7\u00e3o para a Investiga\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento de Ci\u00eancias (FCi\u00eancias.ID), associa\u00e7\u00e3o que opera integrada em Ci\u00eancias ULisboa. Muitas componentes foram fabricadas em Portugal, sendo que algumas, incluindo o telesc\u00f3pio principal, foram constru\u00eddas em It\u00e1lia, enquanto a c\u00fapula foi produzida por uma empresa chilena.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos.jpg 1500w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos-768x512.jpg 768w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos-1440x960.jpg 1440w, https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/07\/nuno-cardoso-santos-1140x761.jpg 1140w\"><\/p>\n\n\n\n<p>Nuno Cardoso Santos, docente da FCUP. (Foto: U.Porto)<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto FIERCE (FInding Exo-eaRths: tackling the ChallengEs of stellar activity, ou \u201cencontrar exo-Terras: abordar os desafios da atividade estelar), tem como objetivo resolver o problema do ru\u00eddo estelar de um novo \u00e2ngulo, ru\u00eddo este que limita bastante a procura e caracteriza\u00e7\u00e3o de outras Terras no Universo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/author\/ricardo-reis-ia\/\">Ricardo Reis\/IA<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.up.pt\/fcup\/author\/rsilva\/\">Renata Silva \/ FCUP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante v\u00e1rias semanas, docentes e investigadores da FCUP e do IA estiveram no Chile a trabalhar na instala\u00e7\u00e3o do PoET, que vai apoiar a busca de exoplanetas. 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