Laboratório de Biologia Espacial

Laboratório de Biologia Espacial

Onde e como está o Planeta a perder a biodiversidade?

Apesar da União Europeia esperar reduzir a perda de biodiversidade em 2020, continuamos a não ser capazes de localizar e quantificar essas perdas. O Laboratório de Biologia Espacial usa uma abordagem multidisciplinar e multi-escala, para analisar e mapear padrões espaciais de biodiversidade, a base de qualquer estudo de conservação.

Os seres vivos e a forma como ocupam o espaço

A vida desenvolve-se num mundo a três dimensões pelo que muitos dos processos biológicos possuem uma componente espacial e as relações entre esses processos variam consoante a escala espacial considerada. A Biologia Espacial estuda principalmente a forma como os diferentes seres vivos usam o espaço, desde o ponto de vida individual até à distribuição de uma dada espécie como um todo. No Laboratório de Biologia Espacial utilizamos quatro poderosas ferramentas para compreender melhor a influência das escalas espaciais: os sistemas de Informação Geográfica, a Deteção Remota, a Modelação de Nicho Ecológico, e a Estatística Espacial.

Utilizamos essencialmente anfíbios e répteis da Península Ibérica e do Norte de África como modelos de espécies. Os principais tópicos de investigação são:

  • Aplicação de novas tecnologias para atlas de distribuição de espécies
  • Modelação Ecológica e distribuição de espécies
  • Determinação dos padrões de distribuição das espécies
  • Mapeamento e modelado de pontos negros de atropelamentos
  • Áreas vitais

Os níveis a que trabalhamos são três, definidos pela unidade de amostragem: individual, população, e espécie. Ao nível individual, trabalhamos em vários tópicos, relacionados sobretudo com territórios e mortalidade nas estradas. Ao nível da população, o trabalho que desenvolvemos relaciona-se sobretudo com a Modelação de Nicho Ecológico, tópicos teóricos, descrição de nichos de populações, expansão de populações, conservação de populações, e padrões morfológicos. Ao nível da espécie, o nosso trabalho relaciona-se sobretudo com padrões de diversidade e identificação de regiões biogeográficas.

Destaques

Um dos grandes interesses do Laboratório de Biologia Espacial do CICGE é mapear a distribuição de espécies de anfíbios e répteis, usando sistemas de informação geográfica (SIGs) para construir bases de dados mais seguras e fiáveis. Os SIGs e os dispositivos de posicionamento global, como o GPS e futuramente o Galileo, permitem obter registos de coordenadas sem erros topográficos ou de gestão, mapear os registos das espécies em quaisquer sistemas de coordenadas e em múltiplos modos de representação, eliminar duplicação de dados, e produzir mapas de forma automática. Atualmente Neftalí Sillero coordena o Novo Atlas Europeu de Anfíbios e Répteis, aplicando todas essas técnicas.